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Quem Matou? Uma ideia que nasceu durante a pandemia

Um lugar para casos esquecidos, documentos escondidos e perguntas sem resposta.

Quem Matou? Uma ideia que nasceu durante a pandemia

Alguns projetos começam com um plano de negócios, uma equipe reunida ao redor de uma mesa e uma data cuidadosamente escolhida para o lançamento.

O Quem Matou? começou de outro jeito.

A ideia surgiu durante o período da pandemia, quando as ruas estavam vazias, as rotinas haviam sido interrompidas e grande parte do mundo parecia viver dentro de casa.

Em meio àquele cenário de isolamento e incerteza, começou a ser idealizado um jogo de investigação diferente. Uma experiência narrativa em que cada escolha pudesse mudar o rumo da história.

O conceito parecia simples: apresentar um crime, entregar algumas evidências e deixar o jogador assumir o papel de detetive.

Mas, desde o início, a intenção era criar algo maior.

Não queríamos apenas que o jogador descobrisse quem matou. Queríamos que ele prestasse atenção aos detalhes, interpretasse cada informação, desconfiasse das pessoas certas e erradas, enfrentasse as consequências de suas decisões e sentisse que realmente fazia parte da investigação.

Foi assim que os primeiros casos começaram a ser escritos e a primeira versão do jogo começou a tomar forma.

A primeira versão

Depois de um longo período de planejamento, desenvolvimento e muitos testes, a primeira versão do Quem Matou? foi publicada em 2023.

A V1 apresentou ao público o universo do jogo, seus crimes, personagens, caminhos alternativos e decisões capazes de determinar o sucesso ou a morte de cada detetive.

Era o começo de uma experiência que ainda tinha muito para crescer.

Naquela época, o projeto também contava com O Despertar, um jornal fictício utilizado para expandir as histórias e apresentar acontecimentos relacionados ao universo das investigações.

Com o passar do tempo, percebemos que aquele mundo precisava de mais espaço.

Os casos se tornaram mais complexos. Novos personagens surgiram. Algumas histórias começaram a se conectar. Havia documentos confidenciais, pessoas desaparecidas, acontecimentos estranhos e informações que já não cabiam apenas dentro das missões.

O projeto precisava evoluir.

Um jogo de leitura, interpretação e atenção

O Quem Matou? não é apenas um jogo de escolher respostas.

Ele é um jogo de leitura e interpretação, construído para que cada palavra, objeto, horário, comportamento ou contradição possa ter importância durante a investigação.

Os casos não foram escritos para facilitar o trabalho do detetive.

Na verdade, cada história é escrita e pensada para favorecer o sucesso do assassino.

O criminoso esconde rastros, manipula informações, prepara armadilhas e aproveita qualquer decisão precipitada do jogador.

Por isso, o Quem Matou? pode ser considerado muito difícil por algumas pessoas.

Uma pista ignorada, um detalhe interpretado de forma errada ou uma escolha feita sem atenção pode levar o detetive diretamente para a morte.

Nem sempre a decisão aparentemente mais segura será a correta. Nem todas as testemunhas dizem a verdade. Nem todas as evidências significam exatamente aquilo que parecem significar.

Em alguns casos, sobreviver pode ser tão difícil quanto descobrir o culpado.

Essa dificuldade não é um erro do jogo. Ela faz parte da experiência.

O jogador não acompanha uma investigação que já está resolvida. Ele entra em uma história que ainda está acontecendo e enfrenta um assassino que também pretende vencer.

Para sobreviver, será necessário observar aquilo que foi escondido, desconfiar das respostas mais fáceis e entender os sinais antes que seja tarde demais.

No Quem Matou?, ler é investigar, interpretar é sobreviver e qualquer falta de atenção pode ser fatal.

Três anos depois, uma nova investigação

Em 2026, três anos depois do lançamento da primeira versão, nasceu a V2 do Quem Matou?.

Mais do que uma atualização visual, a nova versão representou uma reconstrução completa do projeto.

O sistema foi redesenvolvido, as investigações ganharam novas possibilidades, os detetives passaram a possuir atributos próprios e o universo começou a funcionar de maneira mais viva e integrada.

Cada decisão continuou tendo consequências, mas agora o jogador também passou a construir sua própria trajetória.

Resolver casos, sobreviver às investigações, conquistar recompensas, adquirir equipamentos e desenvolver um detetive deixaram de ser elementos separados. Tudo passou a fazer parte da mesma experiência.

Foi durante esse processo que tomamos outra decisão importante: encerrar O Despertar.

Não porque suas histórias tivessem terminado, mas porque elas precisavam de um novo lugar para continuar.

Surge o Desapareceu!

No lugar do antigo jornal nasceu o Desapareceu!, uma plataforma auxiliar integrada ao universo do Quem Matou?.

Aqui, as histórias não estão limitadas às cenas de um caso.

O Desapareceu! reúne notícias, investigações, relatos, documentos confidenciais, arquivos, entrevistas e acontecimentos que ajudam a expandir tudo aquilo que existe ao redor do jogo.

Algumas publicações poderão revelar novas pistas.

Outras levantarão ainda mais perguntas.

E algumas talvez tragam informações que determinadas pessoas prefeririam manter escondidas.

O Desapareceu! também é uma forma de aproximar esse universo do público. É o lugar onde os casos podem continuar depois que uma investigação termina ou começar antes mesmo que o primeiro crime seja descoberto.

Quem está por trás do projeto

O Quem Matou? foi idealizado por Jorge Ferreira, responsável pela criação do conceito, pelo desenvolvimento do universo narrativo e pela construção das diferentes etapas do projeto.

Apaixonado por tecnologia, investigação, terror e histórias capazes de provocar dúvidas, Jorge começou a desenvolver o jogo durante a pandemia, transformando uma ideia pessoal em uma plataforma independente.

O projeto foi construído aos poucos, misturando criatividade, programação, pesquisa e muitos testes.

Cada caso exige muito mais do que simplesmente imaginar um culpado. É necessário criar vítimas, suspeitos, evidências, rotas, armadilhas, consequências e diferentes possibilidades para que o jogador não apenas leia uma história, mas realmente participe dela.

Também é necessário pensar como o assassino.

É preciso imaginar o que o jogador poderá concluir, quais pistas poderão enganá-lo e quais decisões serão capazes de aproximá-lo da verdade ou conduzi-lo para a morte.

A V2 representa o amadurecimento dessa ideia.

Também mostra que projetos independentes podem crescer, mudar de direção e encontrar novas maneiras de contar suas histórias.

O próximo caso já começou

O Quem Matou? nasceu durante um período em que o mundo parecia ter parado.

Desde então, continuamos criando crimes fictícios, personagens, investigações e mistérios para pessoas que gostam de observar aquilo que quase ninguém percebe.

O Desapareceu! é o próximo passo dessa história.

Um arquivo aberto para o desconhecido.

Um lugar para casos esquecidos, documentos escondidos e perguntas sem resposta.

Porque alguns crimes terminam quando o culpado é encontrado.

Outros apenas param de ser investigados.

E quando o assassino escreve as regras, sobreviver já é o primeiro mistério.

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